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UNICEF Youth Challenge Blockchain
Aprender, medir, ajustar. Enquanto acontece.
Uma plataforma educacional criada para o UNICEF Youth Challenge Blockchain e colocada em operação durante o próprio programa.
O UNICEF Youth Challenge precisava de uma plataforma de aprendizagem para preparar as equipes de um ideathon sobre blockchain e impacto social. A proposta era objetiva: publicar as aulas com rapidez, verificar o aprendizado por meio de quizzes e acompanhar a participação sem transformar a operação em um sistema complexo.
A resposta foi uma solução leve, construída para funcionar desde cedo e evoluir durante o programa. Em um só ambiente, os participantes acessavam vídeos, percorriam módulos, retomavam de onde pararam e acompanhavam seu avanço. Do outro lado, a organização recebia dados de progresso, notas dos quizzes e registros de acesso.
A plataforma começou simples e ganhou forma enquanto já estava sendo usada.
Leve o suficiente para entrar no ar rápido.
No front-end, a plataforma trabalhou com uma lógica NoSQL local: o próprio navegador guardava informações de sessão e estados necessários para dar continuidade à experiência. Isso reduziu dependências e permitiu lançar uma primeira versão funcional sem a estrutura de um banco de dados tradicional.
Uma API em JavaScript conectava a interface ao Google Sheets. Ela consultava e gravava dados de login, acessos, aulas concluídas, percentuais por módulo e resultados dos quizzes. A planilha funcionava como base operacional acessível para a equipe, enquanto o participante via apenas uma experiência contínua e organizada.
Parte do processo também nasceu em vibe coding. Transcrições dos vídeos alimentaram prompts para transformar a fala dos instrutores em textos de apoio, resumos e conteúdos complementares no mesmo ritmo das mudanças do programa.
O produto mudou enquanto as aulas aconteciam.
Cursos foram incluídos, removidos e reorganizados; vídeos e instrutores mudaram; regras de conclusão e quizzes precisaram ser revistas. Tudo isso aconteceu com participantes já avançando pela jornada.
Desenvolver e operar viraram a mesma atividade. Uma mudança feita na interface precisava chegar corretamente à planilha, preservar o histórico e continuar clara em páginas e dispositivos diferentes.
Com o tempo, eliminamos redundâncias, concentramos regras comuns e tornamos mais consistentes os fluxos de autenticação, leitura e gravação. Cada versão ajudou a entender melhor o comportamento dos participantes e as necessidades reais da organização.
O uso vira leitura de percurso.
Registros de primeiro e último acesso, frequência, aulas concluídas, progresso por módulo e desempenho nos quizzes deram à equipe uma visão prática do programa. Em vez de observar apenas quem chegou ao final, tornou-se possível perceber adesão, interrupções e pontos de dificuldade ao longo do caminho.
Essa camada fecha um ciclo importante: conteúdo gera interação, interação produz sinais e os sinais orientam novos ajustes. A tecnologia permanece discreta; o valor está na capacidade de aprender com o uso.
De MVP em produção a base para um produto.
Ao final da jornada, a plataforma já havia atravessado sucessivos ciclos de desenvolvimento, recebido usuários reais e acumulado dados de operação. O protótipo deixou de ser apenas uma hipótese: precisou funcionar.
O próximo estágio é transformar esse aprendizado em uma camada de produto mais reutilizável e escalável, preservando o que funcionou — simplicidade operacional, leitura de progresso e capacidade de adaptação — e amadurecendo arquitetura, certificação e experiência.
Ficha do projeto